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Liezi

Lie zi teria vivido no século IV a.C., tendo sido, tradicionalmente, mestre de Zhuangzi. Teria herdado de Laozi e Yangzhu (um outro daoísta menos conhecido) o gosto por versos profundos, mas ao mesmo tempo iniciou a transmissão dos saberes daoístas pela via dos contos e apanágios, que tiveram seu ápice com o discípulo famoso. O livro de Liezi, também conhecido como Tratado do Vazio Perfeito só parece ter surgido, porém, durante a época Han. Neles são tratados assuntos tão diversos quanto cosmologia, humanidade e sociedade.

O Gamo escondido
Havia em Cheng um lenhador que encontrou no campo um gamo assustado, alvejou-o e matou-o. Temeroso de que outras pessoas o vissem, escondeu-o em uma moita e cobriu-o com lenha picada e ramos de árvores, ficando muito satisfeito. Logo depois, entretanto, esqueceu onde havia escondido o gamo e acreditou que tudo deveria ter acontecido em sonho. Como sonho contou-o a todos nas ruas. Entre os ouvintes um houve que, ouvindo a história desse sonho, foi à procura do gamo escondido e encontrou-o. Trouxe o gamo para casa e disse à esposa:

— Há um lenhador que sonhou ter matado um gamo, esquecendo onde o escondera, e eis que o encontrei. Esse homem é realmente um sonhador.

— Tu mesmo deves ter sonhado que viste um lenhador que matara um gamo — disse a mulher. — Acreditas verdadeiramente que exista esse lenhador na realidade? Mas agora realmente tens um gamo, de modo que teu sonho deve ter sido verdadeiro.

— Encontrei o gamo — respondeu o marido. — De que vale discutir se foi ele quem sonhou, ou se fui eu?

Naquela noite, o lenhador foi para casa, ainda a pensar em seu gamo, e realmente teve um sonho; e nesse sonho tornou a sonhar com o lugar em que escondera o gamo, e também com quem o encontrara. Ao amanhecer, bem cedo, foi à casa de quem o encontrara e achou o gamo. Ambos, então, discutiram e foram ter ante o juiz, para que decidisse a questão. E o juiz disse ao lenhador:

— Mataste realmente um gamo e pensaste que foi sonho. Depois, realmente sonhaste e pensaste que era realidade. Ele realmente achou o gamo e agora o disputa contigo, mas sua mulher pensa que ele sonhou que havia encontrado um gamo que outra pessoa matara. Assim, ninguém, na realidade, matou o gamo. Como, porém, temos o gamo diante de nós, pode ele ser dividido entre os dois.

Essa história foi levada aos ouvidos do rei de Cheng, e o rei de Cheng disse:

— Ah! Não tornou esse juiz a sonhar que está dividindo o gamo entre os outros?

O honesto de Shangchiukai
O Sr. Fan tinha um filho chamado Tsehua, que se houve muito bem em solidificar sua influência pessoal e era muito admirado por todos os do reino. Era bom amigo do rei de Chin e, embora recusasse cargos, tinha poder maior que o dos Três Ministros Principais. Quando a luz de seus olhos iluminava uma pessoa, o governo imediatamente a honrava, e quando ele falava mal de uma pessoa, o governo imediatamente a degradava. Os letrados que se congregavam em sua casa eram iguais aos da corte. Fazia com que seus guerreiros travassem duelos de engenho ou de força, até mesmo ao ponto de se ferirem, o que ele não tentava impedir. Assim, dia e noite se divertiam, de modo que tais costumes se espalharam pelo país.

Entre os “hóspedes” da casa da família Fan contavam-se Hosheng e Tsepo. Certo dia, iam os dois homens viajando pelo interior e albergaram-se na cabana de um lavrador chamado Shangchiu Kai. Durante a noite, Hosheng e Tsepo falaram a respeito do grande poderio de Tsehua, e disseram que ele podia elevar ou arruinar uma pessoa, tornando rico um pobre e pobre um rico, a seu talante. O lavrador, Shangchiu Kai, que havia conhecido fome e frio, ouviu a conversação no aposento contíguo. Em razão disso, arranjou emprestados mantimentos e, pondo-os num cesto aos ombros, rumou para a casa de Tsehua.

Ora, os sequazes de Tsehua eram, todos, de bem conhecidas famílias. Usavam túnicas brancas, andavam de carruagem, caminhavam a passo folgado e empinavam as cabeças. Quando viram o lavrador, que era velho e esfarrapado, fraco e de rosto queimado, consideraram-no um idiota, e logo passaram a apoquentá-lo, a zombar dele e a divertir-se à sua custa. Embora, porém, o golpeassem e zurzissem e o empurrassem para lá e para cá, fazendo com ele o que lhes aprazia, não dava Shangchiu Kai qualquer mostra de sentir-se ofendido. Quando os sequazes se cansaram de assim o atormentarem, foram com ele até uma alta torre e disseram entre si: “Quem puder saltar do alto desta torre será recompensado com cem peças de prata”. Muitas pessoas se ofereceram para tentá-lo, e Shangchiu, crendo inocentemente em suas palavras, saltou em primeiro lugar. Voou como um pássaro e pousou no chão sem ferir-se. Os sequazes pensaram que se tratasse de um acerto de boa sorte e não se surpreenderam com isso. Tornaram a apontar para uma funda curva do rio e disseram: “Há uma pérola preciosa ali na água. Podes mergulhar e apanhá-la”. Shangchiu Kai sinceramente acreditou em suas palavras, e mergulhou no rio, e logo emergiu trazendo uma verdadeira pérola. Só então começaram a suspeitar de que houvesse algo naquele lavrador, e Tsehua ordenou que ele fosse colocado entre os que tinham direito a comer carne e vestir sedas. Pouco depois, irrompeu um incêndio, e Tsehua disse: “Se puderes atravessar o fogo e salvar alguns brocados, tudo o que puderes tirar de lá será teu”. Shangchiu Kai placidamente marchou para o incêndio e atravessou várias vezes as chamas, saindo sem que estas o crestassem e sem ser enegrecido pelas cinzas.

Os sequazes da família Fan acreditaram então que ele era um homem de Deus e lhe pediram perdão, dizendo: “Não sabíamos que eras homem de Deus e zombamos de ti. Não sabíamos que eras um santo divino e abusamos de ti. Encaras-nos como louco; ou consideras-nos cegos e surdos? Por favor, explica-nos tua doutrina secreta”.

— Não tenho doutrina secreta — respondeu o lavrador. — Mesmo meu espírito não sabe como fiz tais coisas. Contudo, há uma coisa que vos direi. Quando estes dois se hospedaram em minha casa, ouvi como falavam do poderio da família Fan, dizendo que ela poderia elevar ou arruinar um homem, tornando pobre um rico e rico um pobre. Não tive dúvidas na mente, mas com sinceridade o acreditei. Eis por que desejei vir de tão longa distância. É pensei que tudo quanto dizíeis era sincero. Apenas me preocupava a possibilidade de não ter bastante fé em mim mesmo e de ser incapaz de fazer tudo quanto estivesse ao meu alcance. Não tinha consciência de onde se achava meu corpo, nem do que era bom ou mau para mim. Tinha apenas esse espírito sincero e a matéria não podia agir contra ele. Agora, que sei que estáveis a zombar de mim, meu espírito está cheio de suspeitas e tenho de andar em contínua vigilância. Quando penso em como escapei ao afogamento na água, ou a queimar-me, ainda tremo e me emociono. Como ousarei aproximar-me de fogo ou de água agora?

A partir desse dia, não mais ousaram os sequazes de Fan zombar dos pedintes ou dos curandeiros de cavalos que encontravam no caminho, mas sempre desciam de suas carruagens e lhes dirigiam cumprimentos. Quando Tsai Wo ouviu essa história, falou dela a Confúcio, e Confúcio disse: “Não sabes? O homem absolutamente sincero pode influenciar a matéria, seu poder pode mover o céu e a terra e influenciar os espíritos; e ele pode ir pelo universo inteiro sem encontrar obstrução, para não falar em atravessar fogo e água e outros perigos comuns. Shangchiu Kai foi capaz de superar a matéria, mesmo quando dele zombavam; quanto mais não será possível fazer, quando tu e eu formos ambos sinceros? Jovem, não te esqueças disso”.

O Homem que esqueceu
Havia em Sung um homem chamado Huatse, que contraiu ao chegar à meia idade a singular doença de esquecer tudo. Tomava uma coisa de manhã e esquecia-se dela à noite, e recebia uma coisa de noite e já não se lembrava pela manhã. Quando estava na rua esquecia-se de andar, e estando em casa esquecia-se de sentar-se. Não podia recordar-se do passado no presente nem do presente no futuro. E toda a família estava muito aflita com isso. Os parentes consultaram o adivinho e não puderam decifrar o caso, consultaram a feiticeira e as rezas não o puderam curar, e consultaram o médico e este não deu remédio. Havia, porém, um letrado, confuciano na terra de Lu que disse poder curar o homem. Assim, a família de Huatse ofereceu-lhe metade dos seus bens se ele o livrasse dessa estranha doença. E disse o letrado confuciano:

— A sua doença não é coisa que se possa tratar com predições, com rezas ou com remédios. Vou tentar curar o seu espírito e mudar os objetos do seu pensamento, e talvez ele se restabeleça.

Assim, ele expôs Huatse ao frio e Huatse pediu roupa, deixou-o ter fome e ele pediu comida, fechou-o num quarto escuro e ele pediu luz. Conservou-o numa sala sozinho durante sete dias, sem se importar com o que ele fazia todo esse tempo. E a doença de anos foi curada num dia.

Quando Huatse ficou restabelecido e soube do caso, enfureceu-se. Brigou com a mulher, castigou os filhos e expulsou de casa com uma lança o letrado confuciano.

A gente do lugar perguntou a Huatse por que fez isso, e ele respondeu:

— Quando eu estava mergulhado no mar do esquecimento, não sabia se o céu e a terra existiam ou não. Agora eles me despertaram, e todos os triunfos e reveses, as alegrias e as tristezas, os amores e os ódios dos decênios passados voltaram a perturbar o meu peito. Receio que no futuro os triunfos e os reveses, as alegrias e as tristezas, os amores e os ódios continuem a oprimir o meu espírito como me oprimem agora. Posso eu recuperar algum dia sequer um instante de esquecimento?

Os médicos de Chi liang
Yang Chu tinha um amigo, de nome Chi Liang. Um dia Chi Liang caiu doente, e ao cabo de sete dias ficou muito sério. Os filhos choravam à beira da cama e chamaram um doutor.

— Tenho filhos tão indignos, — disse Chi Liang a Yang Chu. — Não queres cantar uma canção para os fazer compreender?

Então Yang Chu cantou:

O céu não sabe

Por que é assim,

Como podemos, os homens,

Adivinhá-lo então?

O infortúnio vem

Nos caminhos do céu,

Passe bem ou mal,

É o homem quem paga.

Nem tu nem eu

Sabemos o que é gota,

Pode então a feiticeira

Ou o doutor

Saber o que isso é?

Os filhos de Chi Liang ainda não conseguiram entender, e chamaram três doutores. O nome de um era Chiao, o segundo chamava-se Yu e o terceiro Lu. E o médico Chiao disse a Chi Liang:

— Não vives convenientemente. A tua doença vem da fome, da comida demasiada e dos excessos sexuais. O teu espírito está atormentado. Isso não é devido ao céu nem aos maus espíritos. Embora o caso seja sério, pode haver cura.

Disse Chi Liang:

— É um doutor vulgar. — e mandou-o embora.

Disse o doutor Yu:

— Sofres de uma constituição fraca e não foste convenientemente criado na infância. Não é questão de dias, mas de anos. Não há cura.

E disse Chi Liang:

— É um bom doutor. Dai-lhe de comer.

O doutor Lu disse:

— A tua doença não vem do céu, nem dos homens, nem dos maus espíritos. Houve alguém que a dirigiu quando ainda estavas no ventre de tua mãe, e houve alguém que a conhecia. Para que servem os remédios?

Disse Chi Liang:

— É um doutor divino, — e despediu-o com valiosos presentes. E Chi Liang logo ficou bom sozinho.

O Homem aflito pelo Céu
Era uma vez um homem do país de Ch’a que se inquietava que o céu um dia caísse, e ele não sabia onde esconder-se. Isso o perturbava tanto que ele não podia comer nem dormir. Havia outro que se afligia com a aflição desse homem, e foi dar-lhe uma explicação, falando assim:

— O céu é formado somente de ar acumulado. Não há lugar onde não haja ar. Sempre que te moves ou respiras, vives justamente neste céu. Por que precisas então preocupar-te que o céu venha abaixo?

Disse o outro homem:

— Se o céu não fosse realmente nada mais que o ar, não cairiam o sol, a lua e as estrelas?

E o homem que explicava disse:

— Mas o sol, a lua e as estrelas também não são mais que ar (2) (gases) acumulado que se tornou brilhante. Ainda que eles caíssem, não poderiam machucar ninguém.

— Mas que seria se a terra fosse destruída?

E o outro respondeu:

— A terra é somente formada de sólidos acumulados, que enchem todo o espaço. Não há lugar onde não haja sólidos. Quando andas e pisas no chão, tu te moves o dia inteiro nesta terra. Por que, pois precisas temer que ela seja destruída?

Então aquele homem pareceu compreender e ficou muito contente, e o que lhe explicara tudo sentiu que ele entendera e também ficou muito satisfeito.

Quando Ch’ang lu tse soube disso, riu e disse:

— O arco-íris, as nuvens e os nevoeiros, os ventos e as chuvas e as quatro estações... Não são todos eles formados de ar acumulado no céu? As montanhas e os picos, os rios e os mares, o metal e a pedra, a água e o fogo... Não são todos formados de sólidos acumulados na terra? Uma vez que sabemos que são formados de ar acumulado e de sólidos acumulados, como podemos dizer que são indestrutíveis? O infinitamente grande o infinitesimalmente pequeno não se podem saber, explorar ou conjeturar exaustivamente.... É matéria que se deve admitir sem prova. Os que se inquietam com a destruição do universo, pensam naturalmente com excessiva antecipação, mas os que afirmam que ele não pode ser destruído também estão enganados. Uma vez que o céu e a terra devem ser destruídos, eles acabarão finalmente pela destruição. E quando forem destruídos, por que nos haveríamos de afligir com isso?

Liehtse soube do que Ch’ang lu tse falara, e riu dizendo:

— Os que afirmam que o céu e a terra podem ser destruídos não têm razão, e os que asseguram que são indestrutíveis também estão em erro. A destruição e a indestrubilidade são coisas de que nada podemos saber. Contudo, são ambas o mesmo. Portanto, um homem vive e nada sabe da morte; morre e nada conhece da vida; chega e não sabe da partida; e parte sem saber da chegada. Por que a questão de haver ou não haver destruição deve importunar os nossos espíritos?

O Velho que movia montanhas
Os dois montes Haihang (em Shansi) e Wangwu ocupam um território de setecentos li quadrados e têm dez mil cúbitos de altura. Outrora ficavam situados ao sul de Chichou e ao norte de Hoyang. O Velho Louco da Montanha do Norte tinha quase noventa anos e morava numa casa em frente do monte. Ele não gostava de subir e descer o monte quando saia, pelo que pediu à família que se reunisse e lhe disse:

— Vós e eu poremos mãos a obra com toda a nossa força e arrasaremos esta montanha de modo que tenhamos um caminho plano que conduza diretamente a Yünan (Honan) e vá dar bem na margem setentrional do Rio Han (em Hupeh). Que dizeis?

A família concordou, mas a mulher disse:

— Com a vossa força, não podeis mesmo com a Colina de K’ueifu. Como podereis com o Taíhang e o Wangwu? Demais, onde ides despejar todas as rochas e a terra?

As diversas pessoas responderam:

— Podemos lançá-las na extremidade do Puhai (Golfo de Peichili, ao sul da Mandchúria) e ao norte de Yntu (Sibéria).

Ele levou então três de seus filhos e netos que podiam transportar pesos, e começou a talhar as rochas e a cavar a terra, levando-as em cestas para a extremidade do Puhai. Um menino filho da viúva do vizinho, de nome Chíng’eng, que acabava de mudar os dentes de leite, saltou atrás deles e veio ajudá-los, e só voltou a casa uma vez em toda a estação.

O Sábio de Hach’u riu-se do velho e tentou detê-lo dizendo:

— Como és louco! Com toda a tua força e com os anos que ainda viverás, não poderás sequer raspar a superfície deste monte. Que farás com todas essas rochas e com a terra?

O Velho louco da Montanha do Norte soltou um profundo suspiro e disse:

— É somente o teu espírito que não está formado; quando o estiver, nada poderá detê-lo. Tens menos serventia que o filho da viúva. Quando eu morrer, ficarão meus filhos (para continuar o trabalho), e os filhos terão netos, e os netos por sua vez terão filhos, e os filhos terão filhos e os filhos ainda netos. Assim, meus filhos e netos não têm fim, ao passo que a montanha não pode crescer. Por que não seria ela arrasada algum dia?
O sábio não pôde dar resposta alguma. Ora, o Espírito da Serpente soube do caso, e tendo ficado receoso da sua segurança, foi falar a Deus. Deus apiedou-se da sinceridade de coração do velho e mandou que dois filhos de Kuafu transportassem os dois montes e colocassem um em Sutung e outro em Yungnan. Desde então, o sul de Chichow e o norte do Rio Han tornaram-se terreno plano.

Confúcio e os meninos
Viajava Confúcio para o este e encontrou dois meninos que discutiam um com o outro. Perguntou-lhes pelo que discutiam e um deles expôs:

— Eu digo que o sol está mais perto de nós pela manhã e mais longe ao meio-dia, e ele sustenta que está mais distante de manhã e mais próximo ao meio-dia.

Disse um menino:

— Quando o sol começa a levantar-se, é do tamanho de uma coberta de carro, e ao meio-dia é como um prato. Logo deve estar mais longe quando parece menor, e mais perto de nós quando parece maior.

O outro menino disse:

— Quando o sol se levanta, o ar está muito fresco, e ao meio-dia queima como sopa quente. Portanto o sol deve estar mais perto quando faz calor e mais distante quando está fresco.

Confúcio não pôde decidir quem tinha razão, e os meninos riram-se dele, dizendo:

— Quem foi que disse que tu eras um sujeito sábio?

O Homem que só via ouro
Era uma vez um homem de Ch’i que desejava ter ouro. Vestiu-se convenientemente e saiu de manhã cedo para o mercado. Foi diretamente à loja do ourives, arrebatou o ouro e fugiu. Os policiais prenderam-no e lhe perguntaram:

— Como? Todos da loja estavam ali. Por que lhes roubaste o ouro (em plena luz do dia)?

E o homem respondeu:

— Eu só vi o ouro. Não vi ninguém.

Parece ladrão
Era uma vez um homem que tinha perdido dinheiro, e julgou que o filho do vizinho lhe furtara. Olhou para ele, e pareceu-lhe que o seu andar era de ladrão, a sua expressão era de ladrão e todos os seus gestos e movimentos eram como os de um ladrão. Logo depois achou o dinheiro num tubo de bambu para drenagem. Olhou novamente para o filho do vizinho, e nem os seus movimentos nem os seus gestos eram de um ladrão.